Património Religioso

Igreja Paroquial

Entre Travancinha e Casal situa-se a Igreja Paroquial de invocação de Nossa Senhora do Rosário, padroeira da freguesia.

Edificada, provavelmente no século XVIII, sofreu profundo restauro nos anos de 1999/2000, com substituição de tecto e telhado, repintura de altares, aplicação de novo soalho e lambrim, substituição da porta principal e aplicação de guarda-vento, construção de acesso interior ao coro, instalações sanitárias, aplicação de ar condicionado, pintura geral e pavimentação do adro em cubos de granito.

Capela de Nossa Senhora das Virtudes

Este templo, ermida de Nossa Senhora das Virtudes, construído em 1742, conforme inscrição no campanário, foi mandado edificar por um fidalgo nobre da zona do baixo Mondego.

Deslocava-se este fidalgo, com sua família, para as termas de Unhais da Serra, quando, ao passar por Travancinha, teve de interromper a viagem por doença súbita de seu filho. Acampou nos terrenos, agora pertencentes à Irmandade de Nossa Senhora das Virtudes, e, nos dias que ali passou, com a morte do filho iminente, prometeu à Nossa Senhora que, se lhe concedesse a virtude (de fazer o bem e evitar o mal) do seu filho não morrer, mandaria edificar, naquele local, uma ermida em louvor de Nossa Senhora das Virtudes.

O filho superou a doença e o templo foi edificado.

Ainda hoje, aquando da feira dos Santos, localizada nos terrenos envolventes, se deslocam até cá muitas pessoas oriundas da região desse fidalgo. Provavelmente, esta feira, será a sequência de uma romaria à Nossa Senhora das Virtudes.

Situada entre Travancinha e a anexa Vale do André, tem a sua festa anual, em louvor de Nossa Senhora das Virtudes, no segundo domingo do mês de Agosto.

Capela de Nossa Senhora da Ajuda

Situada no bairro de S. Gião. Não tem festa anual, provavelmente por ser uma imagem esculpida em granito, o que impossibilita o seu transporte em andor. Tem, no entanto, também, a imagem de Nossa Senhora de Fátima cuja festa anual se realiza no domingo seguinte ao dia treze de Maio.

Capela de Nossa Senhora da Saúde

Antiga capela de São Bento, situada no Casal, tem a sua festa anual em louvor de Nossa Senhora da Saúde, no domingo de Pascoela.

Capela de São Sebastião

Situada no bairro do Corro, não tem festa anual. Serviu como capela mortuária até Outubro de 2008, altura em que foi inaugurada a casa mortuária entre a igreja e o cemitério.

Alminhas

Podemos dizer que as Alminhas são a representação de uma das mais fortes manifestações da piedade cristã, de raiz popular, a devoção às Almas do Purgatório.

No cristianismo primitivo só havia o Céu e o Inferno. O Purgatório só surgiu na Idade Média, quando a Igreja, no Concílio de Trento (1545-1563), o impõe como preceito, para dar resposta católica à reforma levada a cabo pelos protestantes. Deste modo, além do Céu para os bons e do Inferno para os impuros, criou-se o Purgatório, um estado intermédio, um local onde, durante algum tempo, as almas ficariam a purificar.

É na sequência do Concílio de Trento que são criadas as Confrarias das Almas, como forma de institucionalizar a crença no Purgatório e impor a convicção de que as almas dos mortos sairiam tanto mais cedo do Purgatório quanto mais orações e esmolas fossem feitas pelos vivos.

Portugal é o único país do mundo que possui no seu património cultural as Alminhas, localizadas geralmente à beira dos caminhos rurais, em encruzilhadas, à entrada e saída das povoações, representações populares das Almas do Purgatório que suplicam rezas e esmolas.

Em algumas delas havia a legenda: “Ó vós que ides passando, lembrai-vos de nós neste lume penando”.

Os homens que passavam de manhã e de tarde a caminho dos campos, descobriam-se e rezavam. Passavam pastores, feirantes, romeiros, e todos tiravam o chapéu e rezavam. Havia quem pusesse flores e, às vezes, quem acendesse velas.

Há muitas Alminhas em todo o país. Em Travancinha há quatro e por elas passavam, ainda no século passado, os romeiros a caminho da Santa Eufémia.

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